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Crédito imobiliário cresce 76,7%: vale a pena comprar ou vender um imóvel agora?

Postada em 03/09/2026 às 10:48:48
Crédito imobiliário cresce 76,7%: vale a pena comprar ou vender um imóvel agora?
Crédito imobiliário cresce 76,7% em um ano: o mercado está mostrando que comprador não desapareceu.

Existe uma frase que se tornou comum: “Com esses juros, ninguém está comprando imóvel.” Mas os números mais recentes mostram outra realidade.

Em julho de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 20,96 bilhões, crescimento de 76,7% em relação a julho de 2025. Foram aproximadamente 57,9 mil imóveis financiados no mês.

No acumulado de janeiro a julho, o volume chegou a R$ 115,5 bilhões, alta de 36,3% sobre o mesmo período do ano passado. Diante desse desempenho, a Abecip revisou sua projeção para o crédito imobiliário total em 2026 e agora estima cerca de R$ 411 bilhões.

A pergunta, então, não é mais se as pessoas estão comprando. A pergunta é: por que o mercado continua avançando mesmo com juros altos?

Juros altos não significam mercado parado

Os juros elevados realmente pesam na compra financiada. Eles podem aumentar a parcela, reduzir o valor aprovado pelo banco e exigir uma entrada maior.

Mas isso não faz o mercado parar. Existem diferentes fontes de crédito, como poupança, FGTS e linhas específicas, além de compradores que têm necessidade real de mudar de imóvel, sair do aluguel, casar, aumentar a família ou investir.

Imóvel não é uma compra qualquer. Muitas vezes, a decisão não depende apenas de esperar uma condição econômica perfeita.

Vale a pena esperar os juros caírem?

Não existe uma resposta única.

Imagine um imóvel que hoje custa R$ 400 mil. O comprador decide esperar juros menores. Pode ser uma boa decisão, mas é preciso considerar outras variáveis: o imóvel pode valorizar, a concorrência por ele pode aumentar e a oportunidade específica pode deixar de existir.

Por isso, esperar juros menores não significa necessariamente comprar mais barato.

Quando o crédito melhora, mais compradores conseguem financiar. Com mais gente procurando, determinados imóveis podem ter mais demanda.

A decisão correta deve considerar a operação como um todo: valor de entrada, prestação, custo total, tempo de permanência no imóvel, possibilidade de uso do FGTS, enquadramento no Minha Casa, Minha Vida e condição oferecida pelos bancos.

Conseguir financiar não é a mesma coisa que poder comprar

O banco analisa se você atende aos critérios de crédito. Você precisa analisar se aquela compra faz sentido para sua vida.

Antes de financiar, vale verificar se a parcela cabe com segurança no orçamento, se ainda haverá reserva financeira após a entrada e se o imóvel está realmente bem precificado.

Comprar apenas porque o banco aprovou pode ser um erro. Da mesma forma, deixar de comprar apenas porque a Selic está alta também pode ser.

E para quem quer vender?

Os números também são importantes para proprietários.

Se quase 58 mil imóveis foram financiados em apenas um mês, existe comprador no mercado. Isso não significa, porém, que qualquer imóvel será vendido por qualquer preço.

Se um imóvel permanece muito tempo anunciado sem visitas ou propostas, é necessário avaliar outros fatores: preço, fotos, apresentação, documentação, divulgação e concorrência.

O comprador não considera quanto o proprietário precisa receber. Ele compara aquele imóvel com outros disponíveis e pergunta: “qual entrega mais pelo valor que eu posso pagar?”

É por isso que preço e posicionamento continuam sendo decisivos.

O melhor momento é o que faz sentido para você

Quando alguém pergunta se “é um bom momento para comprar imóvel”, a resposta deveria começar com outra pergunta: é um bom momento para você?

Pode ser uma ótima oportunidade para quem tem entrada, renda organizada e encontrou um imóvel bem precificado. E pode ser uma decisão ruim para quem está endividado ou tentando assumir uma prestação no limite.

O mesmo vale para quem vende. Talvez seja o momento de vender. Talvez seja melhor esperar. Em alguns casos, o problema não é o mercado — é o preço ou a estratégia.

O que esses números realmente mostram?

Eles não dizem que os juros deixaram de ser um problema. Também não dizem que todo imóvel vende facilmente.

Eles mostram que o mercado imobiliário continua ativo e o crédito continua circulando.

Em julho, o financiamento pela poupança cresceu 76,7% em relação ao ano anterior. No acumulado do ano, o avanço foi de 36,3%. A projeção da Abecip para o crédito imobiliário em 2026 chegou a aproximadamente R$ 411 bilhões.

Isso coloca em dúvida duas frases muito comuns:

“Vou esperar os juros baixarem para comprar.”

“Vou esperar o mercado melhorar para vender.”

Esperar também é uma decisão — e pode ter custo.

Antes de comprar ou vender, analise o seu cenário

Se você quer comprar, descubra sua capacidade real de financiamento, valor de entrada, custos da operação e faixa de imóvel compatível com sua realidade.

Se quer vender, entenda preço, concorrência, perfil do comprador e estratégia antes de simplesmente colocar o imóvel no mercado.

O melhor negócio imobiliário não é necessariamente aquele feito no melhor momento da economia. É aquele que faz sentido para a sua realidade e é tomado com informação.

Se você está pensando em comprar ou vender um imóvel, entre em contato. Uma análise do seu cenário pode ajudar a tomar a decisão com mais segurança.

 

Fonte: Abecip — Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupa

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