O aluguel por curta temporada, popularizado por plataformas como o Airbnb, continua sendo uma alternativa procurada por investidores. Mas o cenário está ficando mais complexo. Hoje, além de localização e potencial de valorização, quem pensa em comprar um imóvel com esse objetivo precisa analisar também regras de condomínio, concorrência e possíveis mudanças na regulamentação.
Uma pesquisa do GRI Institute mostrou que 62% dos executivos do setor imobiliário consideram possíveis restrições municipais um dos principais riscos para esse mercado. Isso acontece porque algumas cidades e condomínios vêm discutindo limites para esse tipo de locação, principalmente em prédios residenciais com grande circulação de hóspedes.
O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que condomínios podem impor restrições ao aluguel de curta duração, dependendo das regras previstas na convenção condominial. Na prática, isso significa que comprar um imóvel pensando exclusivamente em Airbnb pode trazer risco caso o condomínio altere suas regras no futuro.
Outro ponto de atenção é o aumento da concorrência. Em regiões com muitos studios e apartamentos voltados para curta temporada, a oferta pode crescer mais rápido do que a demanda, pressionando o valor das diárias e reduzindo a rentabilidade esperada pelo investidor.
Por isso, antes de comprar um imóvel com foco em locação por temporada, vale analisar o empreendimento como um todo: localização, perfil do público, regras do condomínio, quantidade de imóveis semelhantes na região e potencial real de ocupação. O imóvel pode continuar sendo um bom investimento, mas a decisão precisa ser baseada em análise, e não apenas na expectativa de alta rentabilidade.


